Revolução Francesa
A França era uma sociedade estamental, dividida entre 3 Estados Gerais: 1º Estado, era composto pelo Clero, dividido entre alto clero e baixo clero. O 2º Estado era composto pela Nobreza, que, junto ao 1º Estado, tinha isenção de impostos, e alguns nobres eram chefes do Exército (a nobreza não trabalhava). O 3º Estado era composto pelo resto do povo, de burgueses ricos aos camponeses mais pobres, equivalia a 97% da população.
Quem sustentava o Clero e a Nobreza eram os impostos pagos pelo povo, ou seja, apenas o 3º Estado pagava impostos. Além de ser gasto com o Clero e a Nobreza, este dinheiro era utilizado para as despesas do país, principalmente com guerras.
Os franceses haviam disputado a Guerra dos 7 anos contra a Inglaterra. Perderam e tiveram de assinar o Tratado de Paris, perdendo terras e dinheiro para os Ingleses. Ainda sim, mais tarde a França ajudou os Estados Unidos na Guerra de Independência. Com tudo isso, a França “quebrou”.
Aconteceu então a convocação dos Estados Gerais. Pelo fato do país estar quebrado, o Rei queria que, agora, todos os Estados pagassem impostos. Na votação para a decisão do Rei, cada Estado poderia dar um voto, ou seja, um voto por Estado. Diante disso, o 3º Estado sai dos Estados Gerais e proclama uma Assembléia Nacional. A população se rebela, e como forma de protesto ao Rei, tomam a Bastilha, local onde ficavam presos os políticos, que maldiziam o Rei, e a partir disso acontece uma espécie de “efeito dominó”. Acabam então os privilégios Feudais e é promulgada a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”, baseada nos princípios iluministas: “Igualdade, Liberdade e Fraternidade”.
Em 1791, é criada a 1ª Constituição Francesa. Há uma reforma administrativa e judiciária, as terras da Igreja são dadas ao Estado e quem escolhe os Bispos e Padres é o Rei o não mais o Papa, e agora existe uma nova estrutura política.
O Rei tenta fugir e é preso, depois de preso é julgado e morto.
A Assembléia Nacional era dividida entre os da esquerda, Jacobinos, os da direita, Girondinos e o centro, Planície.
A República Jacobina (chamada TERROR), em 1792, queria espalhar a Revolução por todo o mundo, levando fortemente os ideais iluministas. Defendia a educação pública gratuita, a reforma agrária e o fim da escravidão nas colônias. O exército prendeu e matou centenas de pessoas.
Em uma reunião da Assembléia, parte dos Jacobinos, juntos aos Girondinos, matam Robespierre, um dos líderes da Assembléia Nacional, por conta de uma visão política diferente e por não aceitarem algumas decisões impostas por Robespierre. Após matá-lo, os Girondinos tomam o poder.
Em 1794, acontece a Reação Termidoriana, comandada pelos Girondinos, que por fim, dá origem a uma Nova Constituição – Diretório.
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